sobre/ · a versão longa

Eu tinha dez anos

Quando tentei criar meu primeiro mod de Minecraft. Não deu em nada, mas eu não ia desistir de seguir aquele rumo.

LurramAdventures

Eu passava as tardes jogando com os amigos e vendo vídeo de mod feito por desenvolvedor. Achava aquilo a coisa mais legal do mundo. Meu favorito era o OresPawn, e um dia decidi que ia fazer o meu.

Botei meu nick no nome, LurramAdventures, porque eu já me imaginava vendo alguém jogar aquilo. Só que era muito mais complexo do que eu imaginava: era preciso configurar tudo, das funções às texturas e ao comportamento. O LurramAdventures não deu em nada. O rumo ficou.

Troquei de escola por um laboratório

Saí da escola onde eu estudava desde os cinco anos porque tinha chegado uma nova na região, com robótica e programação na grade. Deixei todos os meus amigos para trás para ir atrás disso.

No primeiro ano montei um time, ganhei o campeonato regional e fui selecionado para a equipe oficial da escola, a que representava a cidade dali em diante. Foi um ano inteiro trancado no laboratório de robótica todas as tardes até chegarmos ao estadual, na FIRST LEGO LEAGUE 2019, em Salvador. Eu era o programador: robô de Lego montado para completar um circuito complexo e muito código ajustado no detalhe para ele fazer exatamente o que precisava fazer. Não passamos de fase. Valeu demais.

A pandemia foi a melhor escola que eu tive

Aproveitei o tempo parado para me aprofundar de vez. Passei boa parte daquele período vendo curso de programação, um atrás do outro, e foi uma das épocas mais produtivas da minha vida. Foi ali que comecei a programar para valer, aprendendo linguagem de verdade e aplicando na prática, construindo coisa útil na web. E foi ali que decidi que era aquilo que eu queria fazer pelo resto da vida.

Pouco depois do Ensino Médio entrei em Engenharia de Software, com formatura prevista para 2027. Sendo sincero: umas poucas aulas por semana nunca deram conta do meu ritmo. A maior parte do que eu sei hoje eu aprendi estudando por fora, por vontade própria, do mesmo jeito que na pandemia. Os cursos que fiz nesse ritmo:

  • Front-End
  • UX/UI Design
  • PostgreSQL
  • IA Generativa para Devs
  • IA e Aplicações com LLMs
  • ChatGPT e Engenharia de Prompt para Devs

IA na mão de quem sabe o que está fazendo

Com a chegada das IAs, o uso de LLM no desenvolvimento virou meu assunto favorito. Usada do jeito certo, na mão de um desenvolvedor que sabe o que está fazendo, uma IA é um aliado valiosíssimo. Foi para esse lado que eu me especializei e é onde me sinto mais forte hoje. Também não paro de correr atrás de tecnologia nova para aplicar no dia a dia.

Sair do modo projeto pessoal

Meu primeiro contato com o mercado foi um ano de estágio de desenvolvimento na TecnoTRENDS. Foi onde eu saí do modo projeto pessoal e aprendi a trabalhar em código do qual outras pessoas dependiam. É uma mudança de postura que não dá para aprender sozinho em casa.

A outra metade do trabalho: automação

Na JVB Advocacia eu descobri o que virou a outra metade do meu trabalho. Comecei com coisa simples: relatório semanal, resumo de notícia, compilado de e-mail, andamento de processo. Conforme fui aprendendo, fui conseguindo fazer coisa cada vez mais complexa e mais útil.

JVB Kanban

Desse processo nasceu o JVB Kanban, um sistema de gestão de casos que acabou tomando conta da rotina do escritório inteiro. Hoje ele toca mais de 300 processos e tirou umas 10 horas de trabalho manual por semana de cima da equipe.

Roda em PostgreSQL na Railway e tem integração via MCP, então a própria IA consulta o andamento dos casos e delega tarefa dentro do sistema. É exatamente o tipo de coisa que eu gosto de construir. Quando a parceria terminou, eu já tinha aquilo validado e rodando em produção, e o apoio do meu antigo chefe para buscar cliente novo.

Hoje eu trabalho por conta

Construo software sob medida. Já são cinco clientes atendidos, entre escritórios de advocacia e agência de viagem, com dois sistemas em produção que eu mantenho e evoluo. O maior deles é um CRM de WhatsApp que passa das mil conversas por mês, com a triagem inteira automatizada, de forma que só o lead já qualificado chega no atendente humano.

O design eu nunca vou largar

Web design e design gráfico não são meu foco no momento, mas são uma coisa que eu nunca vou deixar de amar. Aquele site que a pessoa abre e solta um uau antes mesmo de entender o que ele faz. Espero ter arrancado uma boa impressão neste aqui, hehe.

Estou sempre criando interface nova, testando ideia de layout, e mesmo quando o projeto é inteiro no backend eu acabo puxando esse cuidado para dentro dele.

Tempo livre não existe

Todo tempo livre que eu tenho minha cabeça já começa a pensar em projeto novo, interface nova, o que dá para construir. Às vezes é só pela diversão mesmo, como o SUS, um jogo web que eu fiz em uma semana para jogar em call com os amigos.

E eu sinto que estou só no começo

Só de pensar nas tecnologias que ainda vão aparecer para ajudar no desenvolvimento eu já fico animado com o que vem pela frente.

Se você leu até aqui, provavelmente tem alguma coisa para ser construída. Me chama. ;)

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